Comunidades ‘Três Unidos’ e ‘Nova Esperança’ investem no desenvolvimento sustentável para gerar renda

1 Aug, 2014

Comunidades ‘Três Unidos’ e ‘Nova Esperança’ investem no desenvolvimento sustentável para gerar renda

As comunidades Três Unidos e Nova Esperança, localizadas no Baixo Rio Negro, que trabalham com o artesanato, receberam a visita de técnicos do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas – em julho e puderam mostrar os trabalhos que as comunidades estão conseguindo desenvolver após a assistência do Projeto Eco-Polos Amazônia XXI.

Quem se destacou, segundo o consultor do IPÊ Luiz Filho, foram as artesãs da comunidade Três Unidos, que já elaboraram o primeiro catálogo de produtos. No diagnóstico da cadeia produtiva de artesanato da região, foi verificada a necessidade de se catalogar a produção porque a venda é feita, em sua maioria, para turistas.  “Com o catálogo, os artesãos poderão expor seus produtos em diferentes mercados. Os catálogos foram feitos em versão eletrônica e podem ser publicados em websites, assim como podem ser enviados a empresas para brindes e/ou revenda”, ressaltou Luiz.

Com esta ferramenta, os artesãos da comunidade podem ter maior empoderamento sobre as vendas, ampliar o mercado e diversificar as oportunidades de renda. O segundo passo para beneficiar ainda mais o trabalho e a produção da comunidade é a contratação de uma curadoria para a seleção de novas peças e melhoria na configuração e design do catálogo. Segundo Luiz, com o catálogo pronto, bem como o desenvolvimento de embalagens de “exportação” o trabalho pode ser vendido em todo o Brasil já que eles possuem meios de emitir nota fiscal eletrônica.

O projeto Eco-Polos tem apoiado a regularização dos artesãos por meio de mutirões em parceria com a SETRAB para cadastro e emissão de carteira do artesão, e da assessoria no procedimento da nota fiscal eletrônica. Atualmente, alguns deles emitem a nota pela internet em suas próprias comunidades.

Na comunidade Nova Esperança, além dos esforços para melhorar a cadeia do artesanato, os avanços também estão direcionados ao turismo. O redário e o restaurante que estão sendo construídos para hospedar e receber turistas já começaram a ganhar forma. Com a ajuda do IPÊ, a comunidade conseguiu receber o auxílio de uma professora de arquitetura da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para a construção.

O objetivo do redário é atender turistas diferenciados, segundo Luiz Filho. “O fast-turista não deseja se hospedar por longos períodos ou não está disposto a pagar pela hospedagem em uma das casas dos comunitários. As redes têm um preço médio, mas garantem que mais comunitários se envolvam na atividade do turismo”. Com a reserva de um leito, na casa de um comunitário, somente aquela família fica mais envolvida. Com o redário, haverá maior necessidade de serviços e mais pessoas podem se envolver na atividade, gerando mais oportunidades de renda.

Há um grupo de mulheres que já fornece alimentação para turistas. Porém, elas serviam as refeições em um espaço coletivo da comunidade. O grupo sentiu a necessidade de ter um espaço exclusivo para esta função e se organizou, com apoio da comunidade e do IPÊ, para a construção de um restaurante.

Hoje, a Nova Esperança faz parte do Roteiro de Turismo Comunitário no Rio Negro (Tucorin). Os próprios moradores estão tocando as obras para que tanto o restaurante quanto o redário sejam inaugurados em breve.

Artesãs da comunidade Três Unidos elaboraram um catálogo. Foto: IPÊ

Artesãs da comunidade Três Unidos elaboraram um catálogo. Foto: IPÊ

Catálogo de produtos auxilia as vendas dos artesãos. Foto: IPÊ

Catálogo de produtos auxilia as vendas dos artesãos. Foto: IPÊ

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