Levantamento da produção e propostas para comercialização são discutidas com agricultores

2 Jun, 2014

Levantamento da produção e propostas para comercialização são discutidas com agricultores

A Oficina Devolutiva dos resultados da consultoria da cadeia produtiva da Agricultura, realizada no Baixo Rio Negro, nos dias 27 e 28 de maio, contou com a participação de cerca de 30 agricultores de 10 comunidaddes da região e técnicos do IPÊ e Fundo Vale. O encontro teve com objetivo apresentar os estudos da produção, comercialiazação e mercado dos sistemas agroextrativista, realizado pelo consultor Marcio Menezes.

No total, para a elaboração do diagnóstico, foram entrevistadas 207 famílias, o que representa 15% das famílias de 29 comunidades atendidas pelo Projeto Eco-Polos Amazônia XXI do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Na apresentação dos resultados, os agricultores presentes puderam perceber o potencial de volume de produção existente e as diversas possibilidades de comercializar com valores mais atrativos do que os que costumam vender.

Com base na apresentação do diagnostico feito e apresentado pelo consultor Marcio Menezes os participantes da oficina puderam construir um planejamento coletivo de ações a serem apoiadas no âmbito do projeto Ecopolos. Dentre os principais encaminhamentos, ficou decidido a criação de uma associação que envolva produtores de diferentes comunidades da região com objetivo fortalecer a produção e comercialização dos produtos da sociobiodiversidade.

Também foram discutidos outros temas buscando fortalecer a atividade como participação em feira para a venda direta, o transporte fluvial para escoamento da produção e a elaboração participativa de um calendário de produção, com informações sobre os períodos de safras das frutas e quantidade de produção por comunidade para facilitar o planejamento da comercialização. Os agricultores avaliaram também como importante a oportunidade de um contrato para o mercado institucional para a próxima safra de tucumã, já em agosto.

Segundo o agricultor Raimundo de Souza, da Comunidade Bela Vista do Jaraqui, eles precisam de algo que priorize a distribuição da produção. “Às vezes, a diretoria da associação da comunidade esquece dos agricultores e da produção porque está mais preocupada com outras questões sociais”, ressaltou. Leandro reforçou afirmando que se for usar um CNPJ da região para comercialização, fica mais difícil. “É melhor criar uma associação “mãe”, exclusiva só pra isso, para resolver essa situação da comercialização”.

Para Michelini Faria, técnica do Fundo Vale, que pela primeira vez Michelini teve a oportunidade de conhecer de perto o trabalho que está sendo realizado nas comunidades do baixo Rio Negro. “Foi importante minha participação pra eu perceber o desdobramento do projeto que está valendo a pena e alcançando os objetivos”, afirmou.

Uma nova reunião para avançar nos encaminhamentos e principalmente na proposta de criação da associação foi marcada para os dias 16 e 17 de junho.

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