O Projeto

Criar alternativas de geração de renda para as comunidades do Baixo Rio Negro, melhorando a qualidade de vida e promovendo a sustentabilidade socioambiental da região, é o objetivo principal do “Eco-Polos Amazônia XXI”, projeto desenvolvido pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, em parceria com a Associação FundoVale para o Desenvolvimento Sustentável. O projeto busca, ao longo de três anos, alcançar este objetivo por meio do fortalecimento de cadeias de produtos da sociobiodiversidade local com potencial econômico.

 

A área de atuação do projeto abrange 28 comunidades ribeirinhas da margem esquerda do rio Negro, do rio Apuaú até a margem direita do rio Tarumã-Mirim. Estas comunidades estão inseridas em três unidades de conservação, a  APA Estadual Margem Esquerda do Rio Negro / Setor Aturiá-Apuauzinho, o Parque Estadual do Rio Negro Setor Sul e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, ambas ,compõem  inseridas no Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro.

A área de atuação do projeto abrange 28 comunidades ribeirinhas da margem esquerda do rio Negro, do rio Apuaú até a margem direita do rio Tarumã-Mirim. Estas comunidades estão inseridas em três unidades de conservação, a APA Estadual Margem Esquerda do Rio Negro / Setor Aturiá-Apuauzinho, o Parque Estadual do Rio Negro Setor Sul e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, ambas ,compõem inseridas no Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro.

 

Por que implementar o projeto?

Nos últimos anos, a especialização na extração madeireira e os programas de transferência direta de renda (especialmente a bolsa família) têm sido as principais fontes de renda para muitas famílias do baixo Rio Negro.  Porém, as atividades madeireira na região são consideradas ilegais, por não seguirem os padrões oficiais brasileiro de manejo florestal sustentável. Essa ilegalidade, ainda é o grande gargalo, que compromete não apenas a sustentabilidade econômica das famílias locais, como também influenciam na sustentabilidade ecológica e sociocultural. A desvalorização dos produtos e serviços da sociobiodiversidade tem feito com que muitas práticas e saberes tradicionais de uso da terra e manejo de recursos estejam sendo cada vez mais abandonados , afetando principalmente a soberania alimentar das famílias da região. Neste sentido, o IPÊ acredita que o fortalecimento das cadeias de produtos da sociobiodiversidade é uma alternativa adequada para reverter essa situação, promovendo geração de renda por meio da valorização dos produtos locais e, ao mesmo tempo, revitalizando os conhecimentos e práticas tradicionais de manejo.

 

O que já foi realizado?

Foi finalizado o diagnóstico e mapeamento geral dos principais produtos, serviços e  saber/fazer da sociobiodiversidade local, com potencial para formação de cadeias produtivas e atrativos turísticos de base comunitária na região. Os dados foram coletados nas 28 comunidades envolvidas na região de abrangência do projeto em expedições de campo e no total contou com a participação de mais de 400 pessoas. As oficinas/reuniões tiveram como principais objetivos: apresentar o projeto (informes/esclarecimentos); levantar informações socioeconômicas das comunidades; e mapear os principais produtos e serviços da sociobiodiversidade.

Em março de 2013, também aconteceu uma oficina com a participarão representantes de todas essas comunidades e serão selecionadas de forma participativa as cadeias produtivas com maior potencial para a região.

IMG_0360

 

Próximos passos da execução do projeto

Realização de oficinas de capacitação e assessoria direcionadas ao associativismo e ao cooperativismo, bem como à melhoria do processo produtivo e dos serviços, como boas práticas de produção, empreendedorismo, agroecologia e manejo sustentável dos recursos naturais.

Articulação com instituições governamentais e outros parceiros para o acesso e implementação de políticas públicas voltadas à agricultura familiar e às cadeias produtivas da sociobiodiversidade.

Realização de intercâmbios entre diferentes iniciativas comunitárias de sucesso.

Apoio à viabilização de acesso dos produtos ao mercado (feiras locais, regionais e nacionais, programas institucionais – PAA e PNAE, contratos com empresas e/ou cooperativas, turismo).

 

Conceitos do Projeto Eco-Polos

Desenvolvimento Sustentável: É desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. Esse conceito se refere à busca pelo equilíbrio econômico, social, ambiental e cultural.

Biodiversidade: Variedade de formas de vida de todas as origens, compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.

Agrobiodiversidade ou Diversidade Agrícola: Componentes da biodiversidade que interagem na produção agrícola: espaços cultivados, espécies e variedades direta ou indiretamente manejadas (plantas, animais, microrganismos).

Sociobiodiversidade: Relação entre a diversidade biológica, os sistemas agrícolas e a diversidade sociocultural (saberes e práticas).

Produtos da Sociobiodiversidade: Bens e serviços (produtos finais, matérias primas ou benefícios) gerados a partir de recursos da biodiversidade, que promovam a manutenção e valorização de suas práticas e saberes, e assegurem os direitos decorrentes, gerando renda e promovendo a melhoria de sua qualidade de vida e do ambiente em que vivem (Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade – MDA/MMA/MDS). Os produtos da sociobiodiversidade são voltados à formação de cadeias produtivas de interesse de povos e comunidades tradicionais e de agricultores familiares.

Cadeia Produtiva da Sociobiodiversidade: Sistema integrado de processos de educação, pesquisa, manejo, produção, beneficiamento, distribuição, comercialização e consumo de produtos e serviços da sociobiodiversidade, com identidade cultural e incorporação de valores e saberes locais para garantir a distribuição justa e igualitária de seus benefícios.